DISCÍPULOS E MISSIONÁRIOS NA CIDADE Meu desejo é partilhar a experiencia do que significa evangelizar uma cidade como Sao Paulo... Iniciativas, espiritualidade, textos, comentários, atividades
terça-feira, 24 de abril de 2018
PARÓQUIA, REUNIDA E ANIMADA PELA PALAVRA DE DEUS
O Sínodo nas Paróquias nos leva este mês a refletir sobre o lugar da Palavra de Deus em nossas comunidades.
Cada vez que celebramos a Eucaristia nos proclamamos como assembleia: “Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo”, amor que se torna concreto e visível na Palavra de Deus que reúne e anima a comunidade. Durante este mês de abril somos convidados a nos perguntar de que forma estamos anunciando a Palavra de Deus.
Somos fruto das sementes de santos missionários, padres, religiosos e leigos que semearam a Palavra em nossas comunidades. Chegou a nossa vez, é missão de todos nós: Boa Nova de Jesus à cidade anunciar. Devemos ser como o homem sábio que ouvindo a palavra a põe em prática e portanto a acolhemos em terra boa deixando que faça raízes em nós. A Igreja nasce da Palavra de Deus, que chama, converte, reúne e desperta a fé e a conversão. E a principal missão da Igreja consiste em anunciar a Palavra de Deus e fazê-la frutificar na vivencia cristã. Essa é também a primeira e principal missão de cada comunidade paroquial. A base sólida da Igreja inteira e de cada paróquia é a Palavra de Deus, viva e eterna.
Neste ano do Leigo é bom nos perguntar de que forma estamos vivendo o nosso batismo tornando concreta a responsabilidade de anunciar a Palavra em todos os âmbitos da nossa vida social, familiar, eclesial... A Palavra a ser anunciada deve ser semeada em todos os ambientes e realidades. Por isso é de fundamental importância que nos perguntemos sobre como estamos dando lugar ã Palavra de tal forma que nos leve a uma verdadeira conversão pastoral e missionaria.
As pequenas comunidades, como células vivas do Corpo de Cristo, são o ambiente propício para escutar a Palavra de Deus, para viv er a fraternidade, para animar na oração, para aprofundar processos de formação na fé e para fortalecer o exigente compromisso de ser apóstolos na sociedade hoje, assim o afirma o Documento de Aparecida (n. 308) E tal vez devemos topar o desafio de multiplicar as comunidades, as células como expressão da vida da comunidade paroquial. Quando uma comunidade não multiplica ela envelhece, se esgota... está na hora de sair a anunciar a palavra multiplicando as sementeiras, multiplicando os evangelizadores pois como diz o canto: “O mundo ainda vai viver Tua Palavra, Tua Palavra de amor”.
Padre Andres Gustavo Marengo (Artigo publicado no Jornal Santa Teresinha)
quarta-feira, 27 de abril de 2016
QUE TAL UM SÍNODO ARQUIDIOCESANO?
Estou viajando nesses dias para visitar minha familia em Mendoza, Argentina. Sempre uma viajem é a oportunidade das pessoas me perguntar como caminha a Igreja de São Paulo, quais sãos as características dessa igreja... as pessoas perguntam porque desejam aprender com a caminhada de outras comunidades.
Eu fico pensando realmente QUAL É O ROSTO DA NOSSA IGREJA NA CIDADE DE SAO PAULO? Trabalho na zona norte, na Regiao Episcopal de Santana e não saberia responder com clareza. Desconhecimento meu? Conheço há 16 anos nossa zona norte e faço parte de uma grande Arquidiocese mas que se perde na sua "grandiosidade"...
Uma diversidade de pastorais grupos e movimentos trabalhando muito... mas de forma isolada. Só se olha a própria pastoral, o proprio movimento, até as paróquias muitas vezes caminham sem olhar nem se sentir parte de um conjunto maior. Se participa muitas vezes pois o bispo pede... mas queremos realmente caminhar juntos? Quanto efetivo isso pode ser? nossas próprias paróquias já sao grandes o suficientes para nao ver a necessidade de caminhar com os outros pois EU na minha já tenho dificuldades demais. Reunião paroquial, setorial, regional, arquidiocesana..
O que é mais importante? a prioridade da minha pastoral ou movimento ou a prioridade da minha paroquia? a da paróquia ou a do setor? a do setor, a da região...? Para o Arcebispo é importante que participemos das atividades da arquidiocese... e assumamos as opções arquidiocesanas... Tudo é bom, tudo é verdade, tudo é a busca de sermos as testemunhas de Jesus Cristo na Cidade de Sao Paulo... Mas o que é o ESSENCIAL DE NOSSA IGREJA?
É verdade que podemos responder com frases grandiloqüentes... tipo: Ser Igreja discípula-missionária na cidade de São Paulo... mas o que isso significa realmente... ficamos a ver navios.
Dom Odilo nos provoca nossa igreja com a pergunta que encabeça esta postagem:QUE TAL UM SÍNODO ARQUIDIOCESANO?.
Devemos sim iniciar uma reflexão que chegue a respostas concretas, a opções claras que superem todo desejo de ficar bonitas no papel.
Acredito que se faz necessário perguntarmos sobre o que somos e desejamos ser na nossa cidade percorrendo nosso proprio caminho. Somos parte de uma cidade grande, desafiante, cheia de oportunidades na qual podemos ser verdadeiras testemunhas de Jesus Cristo.
Devemos perder o medo de sair ao encontro das pessoas, de converter nossas estruturas, nosso horarios, nossos jeitos de nos apresentar e apresentar Jesus aos homens e mulheres desta cidade. Estamos muito dentro de nossas igrejas mantendo o que temos e criticando demais a quem busca estar fora sendo uma igreja em saída...
Para avaliar nossos caminhos poderíamos ver o seio das nossas pastorais arquidiocesanas e regionais... Quanta gente nova faz parte de nossas assembleias arquidiocesanas? ou há 20 anos, ou 15 ou 10 que os representantes são os mesmos? Mas isso pode ser uma reflexão para outro momento...
Quando me perguntem QUAL É O ROSTO DA IGREJA DE SAO PAULO não vou ficar calado...vou contar o sonho de ser parte de uma igreja que tem a coragem de se perguntar por sua identidade e isso é muito importante..
segunda-feira, 6 de julho de 2015
quinta-feira, 28 de maio de 2015
O cego Bartimeu e as periferias existenciais hoje nos desafiam
A multidão e os discípulos caminham com Jesus e ao mesmo tempo preservam Jesus para eles. Impedem que Bartimeu, cego e mendigo se aproxime de Jesus. Ele grita, o procura, invoca a misericórdia mas é repreendido, censurado, colocado longe do Mestre. Mas Jesus para e o chama.
Quantas vezes não deixamos as pessoas se aproximarem de Jesus. Queremos Ele só para nós e deixamos de ser ponte, testemunho e instrumentos para que os que gritam desde as periferias do mundo se acheguem a Jesus.
Uma Igreja em saída é uma igreja que para para aproximar as pessoas, que vai ao encontro dos cegos e mendigos que desejam voltar a ver, a fazer parte para poder seguir Jesus pelo caminho.
Evangelho de Hoje (Marcos 10,46-52)
Naquele tempo, 46Jesus saiu de Jericó, junto com seus discípulos e uma grande multidão. O filho de Timeu, Bartimeu, cego e mendigo, estava sentado à beira do caminho. 47Quando ouviu dizer que Jesus, o Nazareno, estava passando, começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!”.
48Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” 49Então Jesus parou e disse: “Chamai-o”. Eles o chamaram e disseram: “Coragem, levanta-te, Jesus te chama!” 50O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus. 51Então Jesus lhe perguntou: “Que queres que eu te faça?” O cego respondeu: “Mestre, que eu veja!” 52Jesus disse: “Vai, a tua fé te curou”. No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho.
sábado, 23 de maio de 2015
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